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Resenha: O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding

Tá, tá, eu sei… como que eu, euzinha nunca tinha lido Helen Fielding? Pois é, me julguem! Culpada! Esse é um dos problemas do cinema, você assiste o filme e diz: “ah, já vi o filme”. E pronto, já considera que isso no mesmo instante já te dá o status de super expert para comentar um livro. Isso porque todo mundo sabe: um livro nunca é igual um filme, ou vice-versa. Aliás, mais vice do que versa. Enfim…

Bridget Jones! (Escrevendo pensando na voz de Hugh Grant) Esse é um daqueles livros que você não lê, mas devora. Eu li tão rápido que nem percebi. Contrariando o consenso, até achei o filme foi bastante fiel ao livro, verdade! Mas é impossível traduzir a linguagem de Fielding. Ela é ácida, direta, engraçada, divertida e tudo que eu mais gosto numa escritora: moderna e atual.

Em um comparativo livro versus filme, digo que gostei mais do livro porque são duas Bridgtes. Como assim? A história é a mesma! Apesar de ser a mesma, a personagem não é. Confesso que fui re-assistir o filme para poder fazer essa resenha e digo: precisei correr algumas partes. Não por nada, mas, na boa, muita vergonha alheia! Quem não fica querendo entrar na tela, pegar a mão da Bridget e falar “senta, Claudia”, quando ela está na frente de todos em um lançamento de livro, sem microfone, se esgoelando, falando groselhas? Coitada! Dá vontade de abraçar a mulher. 

Bom, dizem que o que menos gostamos nas artes é onde nos identificamos, talvez eu me identifique mesmo com ela nesse sentido, de sempre estar “pagando um mico”. Mas, pô, tadinha! E é exatamente aí que o livro é MUITO superior. A Bridget do livro não é coitadinha, não é “vou pagar um mico ali e volto”, ela é sarcástica, ácida e tá pouco se lixando pro que pensam dela. Ela tenta emagrecer e parar de fumar, mas também tenta parar de jogar na loteria e de julgar as pessoas. Eu gosto dessa Bridget!

Já está na minha lista os demais da série para dar sequência e também esperando o novo filme (lançado em 2025) chegar no streaming, porque o cinema da minha cidade não exibiu! Aff… Pois bem. Meu saldo pós-leitura? Bom, podem dizer por aí que meu próximo livro é uma cópia barata de Bridget, mas terão que dizer que é uma cópia do filme, porque escrevi o livro em 2020 e só vim a ler o livro agora (2025). Finalizando, por que essa mulher não é mais tão hypada? Nota: Ela é simplesmente excelente! 

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